A derrota de Orbán: o que isto representa para a Europa?
No passado dia 13 de abril, a Europa recebeu de braços abertos a notícia do fim do governo de Viktor Orbán, depois de 16 anos ininterruptos como chefe de Governo da Hungria. Neste dia histórico, 8 milhões de eleitores escolheram votar na oposição concentrada na pessoa de Péter Magyar, líder do Tisza, ex-insider do partido de Orbán. De uma perspetiva da política da União, Orbán é um dos mais vocais líderes da ala mais conservadora da Europa e o seu governo um dos mais duradouros. Nem por isso os seus “fãs” se esgotam nos limites geográficos da Europa: o ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe de Estado, expressou abertamente o seu apreço pelo líder em diferentes instâncias. O chamado “Modelo Orbán” inspirava as pretensões da direita radical em todo o mundo e constitui um processo contínuo de degradação da democracia pela via parlamentar, através do desenvolvimento de medidas que resultaram numa maior concent...